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Emissões fugitivas de metano em aterros sanitários: entenda!

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    As emissões fugitivas de metano em aterros sanitários é um tema que merece especial atenção quando o assunto são as mudanças climáticas.

    Os aterros sanitários são responsáveis por tratar 58% dos resíduos gerados no Brasil, sendo que 39% ainda têm os lixões como destino final.

    A ampla adoção dessa forma de disposição dos materiais em descarte se deve pelos seus benefícios em comparação ao outro modelo, especialmente para o meio ambiente.

    Contudo, mesmo gerando menos poluição para o solo e lençóis freáticos, os aterros ainda enfrentam um problema importante: as emissões fugitivas de metano.

    Continue lendo e saiba mais sobre como superar esse desafio!

    O que é um aterro sanitário?

    O aterro sanitário é uma forma controlada de disposição final de resíduos sólidos urbanos e resíduos industriais não perigosos.

    Para isso acontecer, deve-se criar locais apropriados e planejados para o descarte e manejo adequado de resíduos sólidos, minimizando os impactos negativos ao meio ambiente e à saúde pública.

    Características de um aterro sanitário

    As principais características de um aterro sanitário são:

    • Controle e Planejamento: para seu projeto e planejamento consideram-se critérios técnicos e ambientais para garantir a segurança e minimizar os impactos negativos;
    • Impermeabilização: constrói-se um aterro para evitar a contaminação do solo e das águas subterrâneas;
    • Coleta e Tratamento de Chorume: o líquido gerado pela decomposição dos resíduos é coletado e tratado de forma apropriada para evitar a poluição do solo e da água;
    • Monitoramento Ambiental: faz-se o monitoramento contínuo dos aterros sanitários para avaliar e controlar possíveis impactos ambientais, como a liberação de gases poluentes e a contaminação do solo.

    Vantagens dos Aterros Sanitários

    Ao optar pelos aterros sanitários, é possível aproveitar benefícios como:

    • Redução de Impactos Ambientais: os aterros reduzem significativamente a contaminação do solo e da água, preservando o meio ambiente;
    • Controle de Odores e Gases: os aterros possuem sistemas para captura e tratamento de gases gerados pela decomposição dos resíduos, minimizando odores desagradáveis e emissões prejudiciais à saúde;
    • Conformidade com Normas e Regulamentações: os aterros sanitários seguem normas rigorosas de construção, operação e monitoramento, garantindo o cumprimento das regulamentações ambientais;
    • Produção de Energia: o biogás proveniente da decomposição dos resíduos pode passar pela coleta e uso para geração de energia;
    • Melhoria da Saúde Pública: ao controlar os resíduos de maneira adequada, os aterros sanitários reduzem o risco de doenças relacionadas à exposição inadequada a resíduos sólidos.

    Aterros sanitários e emissão de metano: qual a relação?

    Durante o processo de decomposição anaeróbica dos resíduos orgânicos presentes nos aterros sanitários, temos a emissão do gás metano (CH4).

    Apesar de parte desse gás ser coletado, ainda assim ocorrem emissões fugitivas, ou seja, a liberação não controlada desse gás.

    Como sabemos, o metano (CH4) é um potente gás de efeito estufa, capaz de gerar um impacto bem maior na capacidade de reter calor na atmosfera em comparação ao dióxido de carbono (CO2).

    Portanto, a mitigação eficaz das emissões fugitivas de metano em aterros sanitários é fundamental para reduzir o impacto dos gases de efeito estufa e combater as mudanças climáticas.

    Esse processo de captura também pode resultar em benefícios econômicos, como a geração de energia a partir do biogás.

    Como gerenciar e mitigar as emissões fugitivas de metano em aterros sanitários?

    Os aterros sanitários podem adotar estratégias para gerenciar as emissões fugitivas de metano, reduzindo seus impactos para o efeito estufa. Veja abaixo as técnicas mais adotadas:

    Captura e Aproveitamento do Biogás

    Os aterros podem instalar sistemas de coleta de biogás, que capturam o metano liberado durante a decomposição dos resíduos.

    Assim, podemos utilizar esse biogás como fonte de energia, sendo queimado para gerar eletricidade ou calor.

    Queima Controlada (Flare)

    Caso não seja possível aproveitar o biogás, é possível queimar o metano em um processo controlado, conhecido como flare, convertendo-o em dióxido de carbono (CO2), menos prejudicial ao clima.

    Oxigenação do Aterro

    A introdução de oxigênio no aterro pode estimular a decomposição aeróbica (com oxigênio) dos resíduos, reduzindo a produção de metano.

    Monitoramento e Controle

    O monitoramento contínuo das emissões de metano serve para identificar pontos de vazamento e implementar ações corretivas, que ajudam a maximizar a captura efetiva do biogás.

    Inovações Tecnológicas

    A pesquisa e implementação contínua de novas tecnologias é importante para otimizar a captura de biogás e minimizar as fugas de metano.

    Ter consciência dessa questão é fundamental, por exemplo, para repensar a estratégia de gestão e destinação dos resíduos sólidos em uma organização.

    Isso porque, quanto mais resíduos encaminhamos para aterros, maior a contribuição da empresa para o aquecimento global.

    Estratégias como a compostagem e a reciclagem são muito valiosas nesses casos, pois não estão associadas às emissões significas de gases do efeito estufa.

    A questão do aquecimento global é realmente complexa e demanda reflexões e estratégias personalizadas para cada caso.  

    Conte com a Carbono Zero para te ajudar na jornada rumo à descarbonização!

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